Uma furtiva lágrima

Uma furtiva lágrimaImagine a sua expectativa.

Ele espera ansiosamente nosso próximo passo.

Quando resolveu ver as cores do mundo através do brilho de nosso olhar, sentir a alegria extravasando com o colorido das nossas emoções, sabia que também sentiria a angústia opressiva das sombras que muitas vezes envolvem nosso ser.

Ele aguarda pacientemente –  talvez aflitivamente – que encontremos a luz da sua sabedoria, sabedor que somente quando nos voltamos para o centro luminoso de nosso ser podemos dispersar a trevas da nossa existência. Quando nos voltamos para a luz da vida, o caminho à nossa frente  fica iluminado, e a face obscura de nosso pesar fica para trás.

Provavelmente, um sorriso terno, compassivo, se esboça em sua face ao nos ver tentar. Tentar desvendar o mistério da vida, descortinar o porquê da existência, buscando a resposta em algum lugar distante,  ou em rebuscadas retóricas filosóficas, talvez em mirabolantes fórmulas complexas.

E, possivelmente, uma furtiva lágrima insista em rolar pela soberana face, teimosamente revelando sua emoção ao vislumbrar um relance de entendimento, ao perceber que talvez estejamos próximos de compreender que a vida é sentir: sentir a paz, sentir o amor, sentir firme e solenemente que a vida é simples.

Simples como o Amor de nosso Criador.

José Batista de Carvalho

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