Aceitação

AceitaçãoQuando eu era jovem, queria ser mais velha, e quando fiquei mais velha, queria ser mais nova. Quando morava em um lugar, queria morar em outro, e quando estava fazendo uma coisa, preferia estar fazendo outra. Nunca consegui me fixar no meu eu interior e no que estava acontecendo no momento. Parecia que de algum jeito, não era o bastante, aquilo que eu fazia não era o suficiente, e por essa razão a minha vida não era adequada.

Um vez citei em uma palestra que, não faz muito tempo, olhei para uma foto de quando tinha 30 anos e disse a mim mesma: “E eu achava que isso era inadequado?”. Então observei a sala se encher de sorrisos de confirmação de todas as mulheres que já haviam passado pela juventude. Quem entre nós já não olhou para aquele período do passado, onde achávamos que faltava alguma coisa, desejando poder voltar atrás e experimentar as maravilhas que não enxergávamos naquele tempo? A verdade é que cada estágio de nossa vida é perfeito, se nos permitirmos vivê-lo de verdade. Se nos concentrarmos no presente, contribuindo e nos destacando nele da forma mais completa que pudermos, então cada momento poderá ter suas bençãos e o futuro irá se desdobrar na direção de um bem melhor.

Quando aceitamos nós mesmos exatamente como somos e onde estamos, temos mais energia para oferecer à vida, não estaremos desperdiçando o nosso tempo tentando fazer as coisas de modo diferente. Em todos os momentos em que relaxamos no ponto mais profundo de nosso ser, desistindo de lutar para estarmos em outro lugar, vemo-nos exatamente no lugar certo e no momento certo. Existe um plano para nossas vidas – o plano de Deus, e Ele vigia para se certificar de que somos quem precisamos ser e de que estamos onde devemos estar. Quando mais cedo aprendermos a viver nossa condição presente da forma mais gloriosa, novas e melhores condições surgirão imediatamente. Mas, enquanto não aprendermos as lições do presente, elas simplesmente reaparecerão em novos aspectos, e vai nos parecer que nada se transforma.

Não depende de nós aquilo que aprendemos, mas só se aprendemos por meio da alegria ou da dor. Mas se ainda não acreditamos que cada situação é uma lição, não vamos nos incomodar em nos perguntar que tipo de lição é aquela. Enquanto não fizermos isso, nossas oportunidades de aprendizado serão nulas. Então, a lição reaparecerá , com riscos mais altos, até que sejamos capazes de aprendê-la. Também podemos aprendê-la na primeira vez, quando a oportunidade de aprendizado por meio da alegria ainda estiver disponível. Quanto mais vezes uma lição tiver de surgir, mais dor ela gerará. Se você sabe, no fundo de seu coração, que alguma coisa está errada, ignorá-la não fará com que ela fique menor. Essa atitude fará com que consertar esse problema seja mais difícil, pois ele virá de uma forma mais barulhenta do que o som original de Deus sussurrando em seu ouvido.

Marianne Williamson

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