A fonte de toda prosperidade

A fartura é o estado em que todas as nossas necessidades são prontamente atendidas e nossos desejos facilmente realizados. Nesse estado vivenciamos alegria, saúde, felicidade e vitalidade em todos os instantes de nossa existência.

A fartura é realidade, e o nosso verdadeiro propósito é termos uma visão profunda da natureza da realidade.

Quando estamos ligados à natureza da realidade e sabemos que essa mesma realidade é nossa própria natureza, percebemos que podemos criar qualquer coisa, porque toda criação material tem uma única origem.

A natureza recorre ao mesmo manancial para criar um aglomerado de nebulosas, uma galáxia de estrelas, uma floresta tropical, um corpo humano ou um pensamento.

Tudo o que é matéria, tudo o que podemos ver, tocar, ouvir, saborear, ou cheirar é feito da mesma coisa e vem da mesma fonte. O conhecimento desse fato nos confere a capacidade de realizar qualquer desejo, adquirir qualquer objeto material que possamos querer e vivenciar sem limites a realização e a alegria.

Os princípios que dizem respeito especificamente à criação da riqueza material ilimitada, podem ser aplicados à realização de qualquer desejo, porque são os mesmos princípios que a natureza põe em prática para criar a realidade material a partir de uma essência não-material.

Segundo os físicos que estudam o campo quântico, todas as coisas materiais, sejam automóveis, corpos humanos ou notas de dinheiro, são feitas de átomos. Esses átomos, por sua vez, são feitos de partículas subatômicas, que, por sua vez, são flutuações de energia e informação num imenso espaço de energia e informação. A matéria-prima do mundo não é material, as coisas essenciais do Universo são não-coisas. Toda a nossa tecnologia baseia-se nesse fato, que faz cair por terra a atual superstição do materialismo.

Aparelhos de fax, computadores, televisores – todas essas tecnologias são possíveis porque os cientistas não acreditam mais que o átomo, a unidade básica da matéria, seja uma entidade sólida. Um átomo não tem nada de sólido. Ele é uma hierarquia de estados de informação e energia em uma vastidão de possíveis estados de informação e energia.

A diferença entre duas coisas, como a diferença de um átomo de chumbo e um átomo de ouro, não está no mundo material. As partículas subatômicas como prótons, elétrons, quarks que constituem um átomo de ouro ou de chumbo são exatamente as mesmas. Além disso, embora as chamemos de partículas, elas não são materiais, e sim impulsos de energia e informação. O que torna o ouro diferente do chumbo é a organização e a quantidade desses impulsos.

Toda criação material é estruturada a partir de informação de energia. Todos os eventos quânticos são basicamente flutuações de energia e informação. E esses impulsos de energia e informação são as não-coisas que constituem tudo o que consideramos coisa ou matéria.

Portanto, fica claro que não apenas o estofo essencial do Universo é uma não–coisa, mas também que ela é uma não–coisa pensante! Afinal, o que é um pensamento senão um impulso de energia e informação?

Achamos que os pensamentos só acontecem dentro de nossa cabeça, mas essa impressão deve–se ao fato de os percebermos como algo estruturado linguisticamente, que é falado em nossa própria língua. Todavia, esses mesmos impulsos de energia e informação que vivenciamos como pensamentos, esses mesmos impulsos, são a matéria–prima do universo.

A única diferença que existe entre os pensamentos que estão em minha cabeça e os que estão fora dela é que eu percebo os primeiros em termos estruturados linguisticamente. Contudo, antes de um pensamento tornar-se verbal e ser expresso como uma linguagem, ele não passa de uma intenção e, mais uma vez, é apenas um impulso de energia e informação.

Em outras palavras, num nível pré-verbal, toda a natureza fala a mesma língua. Somos todos corpos pensantes num Universo pensante. E assim como o pensamento se projeta das moléculas do nosso corpo, os mesmos impulsos de energia e informação projetam-se como eventos espaço-tempo em nosso ambiente.

Por trás da roupagem visível do Universo, além da miragem das moléculas, da maya, ou ilusão, do que é físico, jaz uma matriz una, invisível, feita de nada. Esse nada invisível silenciosamente orquestra, instrui, orienta, governa e obriga a natureza a expressar-se com infinita criatividade, infinita abundância e inabalável exatidão em uma miríade de estilos, padrões e formas.

As experiências da vida são o movimento contínuo dessa matriz do nada, desse movimento contínuo tanto do corpo como do meio ambiente. São nossas experiências de alegria e tristeza, de êxito e fracasso, de fortuna e pobreza. Todos esses eventos são aparentemente coisas que nos acontecem, mas, em níveis mais primordiais, somos nós que as fazemos acontecer.

Os impulsos de energia e informação que criam nossas experiências refletem-se em nossas atitudes diante da vida, e nossas atitudes são o resultado e a expressão dos impulsos de energia e informação que nós mesmos geramos.

Deepak Chopra

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