A bússola eterna

A bússola eternaA coisa mais importante a se lembrar durante as épocas de grande mudança é fixarmos nossos olhos mais uma vez nas coisas que não mudam.

As coisas eternas se tornam nossa bússola durante épocas de rápida transição, nos ligando emocionalmente a um curso firme e estável. Elas nos lembram de que nós, como crianças de Deus, ainda estamos no centro do propósito divino nesse mundo. Elas nos dão a força para fazermos mudanças positivas, a sabedoria para suportarmos as mudanças negativas, e a capacidade de nos tornarmos pessoas em cuja presença o mundo se move em direção à cura. Talvez estejamos vivos durante essa época de mudanças rápidas, nas quais “o centro não se mantém”, para que nos tornemos o centro que se mantém. Eu percebi em mim mesma, que se algo pequeno, e no final das contas sem significado, vai mal – não consigo encontrar o arquivo que deixei em cima da minha mesa, minha filha deixou de fazer o que eu pedi a ela para fazer antes de ir para a casa de uma amiga – eu facilmente posso fazer um escândalo. Mas, se alguém telefona para me informar de uma séria dificuldade – alguém que tenha sofrido um acidente, ou uma criança que esteja com problemas – percebo que uma quietude profunda desce sobe mim conforme eu me focalizo no problema.

No primeiro caso, minha tentação de me tornar furiosa não atrai soluções, mas, ao invés disso, as afasta. Nada em minha energia pede ajuda aos outros, nem eu tenho clareza para pensar sobre o que preciso fazer a seguir. No último caso, entretanto, toda minha energia vai para um nível superior de solução de problemas: meu coração está a serviço dos outros, e minha mente está focalizada e clara. Quando sou o efeito do problema, me torno parte dele. Quando estou centrada em mim mesma, eu me torno parte da solução. E esse fenômeno, multiplicado muitas vezes, é a força que vai salvar o mundo.

Quando as coisas no mundo estão problemáticas, nossa necessidade não é nos juntarmos ao caos, mas sermos fiéis à paz interior.

A única maneira de ganhar poder em um mundo que está se movendo rápido demais, é aprender a diminuir o ritmo. E a única maneira de expandirmos nossa influência é aprendermos a ir profundamente. O mundo que queremos para nós e para nossos filhos não vai emergir com uma velocidade eletrônica, mas, ao invés disso, de uma quietude espiritual que lance raízes em nossas almas. Então, e apenas então, vamos criar um mundo que reflita o coração ao invés de despedaçá-lo.

Já foi o tempo de nos adaptarmos a essa ou àquela circunstância externa. Nenhuma mudança superficial vai consertar as coisas. O que precisamos é de mais do que mudança comportamental e mais do que mudança psicológica; precisamos nada menos do que uma luz que venha de outro mundo e entre em nossos corações e nos faça inteiros. A resposta não está no futuro ou em algum outro lugar. Nenhuma mudança no tempo ou no espaço, mas, ao invés disso, uma mudança em nossa percepção mantém a chave de um mundo renovado. E o novo mundo está mais próximo do que pensamos. Nós o encontramos quando penetramos profundamente nas dimensões ocultas, mais amorosas de qualquer momento, permitindo que a vida seja o que quiser ser, e deixando que nós sejamos o que fomos criados para ser. No que Um Curso em Milagres chama de Instante Santo, somos libertados do medo que aprisiona o mundo.

Cada um de nós está conectado a um cordão umbilical cósmico, recebendo nutrição espiritual de Deus a cada momento. Ainda assim, em dedicação escrava aos ditames do ego baseado no medo, resistimos ao elixir da sustentação divina, preferindo, ao invés disso, beber o veneno do mundo. É tão espantoso que façamos isso, dada a dor extraordinária que está subjacente a tanto da nossa vida diária! Ainda assim, a confusão mental criada por nossas formas-pensamento dominantes é tão intensa, e somos tão treinados pelo mundo a convidar o medo, que a libertação vem, em sua maior parte, em flashes. Felizmente, existem mais flashes do que o usual hoje em dia. Enquanto a escuridão parece estar ao nosso redor, uma compreensão de uma natureza mais profunda está emergindo para iluminar nosso caminho.

Aquela luz – um tipo de estrela de Belém secular, contemporânea – indica novidades no horizonte e nos convida a segui-la até o nascimento de algo fantástico. As maravilhas do mundo exterior não são nada comparadas ao que acontece dentro de nós. Isso não é o fim dos tempos, mas um novo começo. O que está nascendo é um novo tipo de humano, esgotado dramaticamente em cada uma de nossas vidas. Livres das limitações do ego, livres para vermos, ouvirmos e tocarmos a magia que estivemos perdendo em nossas vidas, estamos, finalmente, nos tornando quem realmente somos.

Marianne Williamson

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