Para libertar-se da negação

Para libertar-se da negaçãoNum estado de negação, não conseguimos admitir o quanto estamos feridos nem admitir para todos as maneiras pelas quais fomos violentados ou violentamos os outros. A negação e as justificativas para o mau comportamento das outras pessoas se manifestam de muitas formas.

Por que deixamos que crimes contra o espírito sejam cometidos impunemente? Por que negamos a profundidade do abuso emocional, psicológico e espiritual que é perpetrado todos os dias?

É uma dura realidade para a qual precisamos despertar. Vivemos num transe coletivo em que não há nada de errado em malhar a nós mesmos, os outros e o mundo como um todo. E o preço deste transe coletivo, do qual ninguém fala, é que ele perpetua o ciclo de dor e vitimização. Continuamos sendo os nossos piores inimigos e vivendo na ilusão de que não podemos fazer nada quanto a isso. Se não despertarmos, continuaremos a culpar os outros pelas nossas fraquezas e delitos. Continuaremos a negar o poder e a importância do nosso comportamento para o mundo à nossa volta. E o que é pior, seremos incapazes de responsabilizar os outros pelas suas atitudes, porque não desejaremos nos responsabilizar pela parte que nos cabe na destruição do espírito humano. Vamos continuar voltando as costas para nós mesmos e para os outros, porque nos sentimos impotentes para fazer algo que acabe com esses ciclos intermináveis de abuso. Então, com os olhos fechados, tornamo-nos parte da própria dinâmica que nos feriu e não enxergamos as maneiras pelas quais participamos desse abuso. Não só participamos da morte do espírito de outras pessoas, como nos tornamos o mandante da nossa própria morte emocional, psicológica, física e espiritual. Adotamos sem saber as crenças dos nossos algozes e depois levamos adiante o seu comportamento, até não ouvir mais a voz da nossa própria essência nem reconhecer a nossa grandiosidade.

Mas é hora de você se libertar da negação e começar a falar a verdade. As suas crenças, até as mais entranhadas na sua psique, não são a verdade; elas são uma verdade – e também podem ser uma mentira.

A única opção, se quisermos ter consciência do que realmente está acontecendo à nossa volta, é checar constantemente nós mesmos e os outros, pedir-lhes uma opinião honesta e procurar saber se estamos escondendo ou evitando algo, nos nossos armários interiores. Precisamos estar dispostos a fazer escolhas difíceis, a aceitar as nossas próprias limitações e a pedir ajuda quando necessário. Se não nos dispusermos a ser rigorosos, não há esperança de que vivamos uma vida autêntica, repleta de paixão e que preencha a nossa alma.

Debbie Ford

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