O amor cura

O amor cura“Que o corpo tenha a cura como seu propósito.”

No mundo do corpo, somos todos separados, mas no mundo do espírito, somos um só. Nós curamos a separação entre um e outro deslocando a consciência da identificação do corpo para a identificação do espírito. Isto cura o corpo e cura a mente também.

A mente pode atribuir ao corpo tanto o propósito do medo, como o do amor. O ego usa o corpo para manter a ilusão da separação e o Espírito Santo usa o corpo para curar esta ilusão. A percepção saudável do corpo é enxergá-lo como um meio através do qual o mundo é transformado. Enxergá-lo como um fim, dedicando-o a propósitos egoístas (carentes de amor) é colocar sobre ele um fardo que nunca lhe coube carregar. O pensamento é doentio e produz doenças.

Ao viver neste mundo, aprendemos a nos ver como um corpo, individual e pequeno em relação ao Universo e por esta razão nos sentimos pequenos e vulneráveis. Viver dentro da percepção de que somos mais que um corpo, de que somos espíritos dentro da mente de Deus, expande o nosso nível da consciência e nos coloca fora das limitações das leis da física comum. Esta retificação da percepção é a Expiação, é a nossa cura. O corpo não adoece, quem adoece é a mente. A saúde ou a doença do corpo “depende inteiramente de como a mente o percebe e do propósito para o qual a mente vai usá-lo”. Não é o corpo e sim a mente que precisa de cura e a única cura é o retorno ao amor.

Nosso corpo é uma mera tela em branco na qual projetamos nossos pensamentos. A doença é a materialização do pensamento sem amor. A ausência de amor que fabrica a doença é sistêmica; está entrelaçada à consciência racial. São muitos os fatores em que se baseia a manifestação da doença numa determinada alma. A doença numa criança, por exemplo, é um resultado indireto da doença na mente de outras pessoas. Nossos pensamentos de amor afetam pessoas e situações com as quais nem sonhamos, assim como fazem os nossos erros. Uma vez que nossas mentes não estão limitadas pelo nosso cérebro (não há lugar onde uma mente pare e outra comece), então nosso amor alcança a todos e nosso medo também.

“A saúde é o resultado da renúncia de toda e qualquer tentativa de usar o corpo sem amor”.

Nós não somos punidos por causa de nossos pecados, são os próprios pecados que nos punem. A doença não é um sinal do julgamento de Deus e sim do julgamento que fazemos de nós mesmos. Se achássemos que Ele criou nossa doença, não pediríamos a Ele para nos curar. Deus é bom, só criou o amor. A doença é uma ilusão e na verdade não existe, ela faz parte do nosso pesadelo auto-criado. Nossa prece para Deus é para que Ele nos acorde do sonho.

Quando qualquer um de nós acorda, o mundo inteiro se aproxima do céu. Ao pedirmos a cura, estamos pedindo que a ideia da doença seja removida da mente do Filho de Deus e não apenas da nossa mente. “Se a mente pode curar o corpo, mas o corpo não pode curar a mente, então a mente tem de ser mais forte do que o corpo”. Curamos o corpo nos lembrando de que ele não é quem somos de fato. Somos espírito, eternamente saudáveis. É sempre a verdade que nos liberta.

A doença é um sinal da separação de Deus e a cura é um sinal de que retornamos a Ele. O regresso a Deus é o regresso ao amor.

Estudos mostram que os pacientes de câncer que frequentam grupos de apoio vivem em média duas vezes mais depois do diagnóstico do que os que não têm esta vivência. O diferencial é o amor. Os milagres ocorrem quando as pessoas invocam o poder do amor em meio à doença e à dor.

Diz o Curso: “Não procure o deus da doença para a cura, apenas o Deus do amor, porque a cura é o reconhecimento de que Ele existe”. No modelo da medicina tradicional ocidental, a tarefa de quem cura é atacar a doença. Se a consciência do ataque é o grande problema, como poderia o ataque ser a grande resposta? A tarefa de um operador de milagres não é atacar a doença e sim estimular as forças naturais da cura. Nós desviamos os olhos da doença e focamos o olhar para o amor que existe mais além. Nenhuma doença consegue diminuir nossa capacidade para o amor.

O Espírito Santo entra em nossa vida em nosso nível atual de consciência, ou seja, a cura vem da nossa crença. É a interação mental e emocional do paciente com seu tratamento que ativa o poder de cura. Costumamos lidar com a doença basicamente da mesma forma como lidamos com tudo o mais na vida. Temos de evitar a tentação de ver a doença como uma rocha que bloqueie nossa capacidade de encontrar Deus. Precisamos usá-la como um trampolim de onde nos alçaremos aos braços Dele.

Marianne Williamson

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