Cinco verdades fundamentais sobre a vida

Cinco verdades fundamentais sobre a vidaA primeira delas é que o homem possui uma Alma que é o seu eu real: um Ser Divino, Poderoso, Filho do Criador de todas as coisas, do qual o corpo, ainda que seja o templo terreno dessa Alma, não passa de um mínimo reflexo; que nossa Alma, nossa Divindade que habita dentro e ao redor de nós, dirige para nós nossas vidas da maneira como Ela deseja que elas sejam governadas e, tanto quanto consentimos, sempre nos guia, nos protege e nos anima, vigilante e bondosa, para que possamos extrair o máximo proveito das coisas; que Ele, nosso Eu Superior, sendo uma centelha do Todo-Poderoso, é, desse modo, invencível e imortal.

A segunda é que nós, tanto quanto sabemos acerca de nós próprios neste mundo, somos personalidades vindas aqui com a missão de obter todo o conhecimento e toda a experiência que podem ser adquiridos ao longo da existência terrena; de desenvolver virtudes de que carecemos, de extinguir tudo o que é defeituoso dentro de nós e, dessa forma, avançar em direção à perfeição de nossas naturezas. A Alma sabe que ambiente e que circunstâncias nos ajudarão melhor a levar a cabo tal empresa e, por isso, nos reserva aqueles ramos da existência mais adequados para se atingir semelhante objetivo.

Em terceiro lugar, devemos compreender que a curta passagem por esta terra, que conhecemos como vida, não é mais que um breve instante no curso da nossa evolução, assim como um dia na escola está para uma vida e, embora possamos no momento ver e compreender somente esse único dia, nossa intuição nos diz que o nascimento esteve infinitamente longe do nosso começo e a morte infinitamente longe do nosso fim. Nossas Almas, que são realmente nós mesmos, são imortais, e os corpos dos quais temos consciência são transitórios, como simples cavalos e que montamos para fazer uma viagem, ou como instrumentos que utilizamos para criar uma obra de arte.

Segue-se, pois, um quarto grande postulado, que afirma que, contanto que nossas Almas e personalidades estejam em harmonia, tudo é paz e alegria, felicidade e saúde. Mas o conflito aparece quando nossas personalidades são atraídas para fora da senda traçada pela Alma, por obra dos nossos desejos terrenos, ou pela persuasão dos outros. Esse conflito é a causa principal da doença e da infelicidade. Não importa qual seja a nossa condição neste mundo –  a de engraxate ou de rei, a de proprietário ou de camponês, a de rico ou de pobre – contanto que possamos cumprir essa missão específica segundo os desígnios da Alma, tudo está bem; e, mais adiante, podemos descansar tranquilos, sabendo que qualquer que seja o posto da vida em que sejamos colocados, seja ele superior ou inferior, contém as lições e as experiências necessárias para este momento da nossa evolução, e proporciona as melhores vantagens para o nosso desenvolvimento.

O grande postulado que segue é a compreensão da Unidade de todas as coisas; a compreensão de que o Criador de tudo o que existe é o Amor, e de que tudo aquilo de que temos consciência é, em seu infinito número de formas, manifestação desse Amor, seja ele um planeta ou um seixo, seja uma estrela ou uma gota de orvalho, um homem ou a forma mais elementar de vida. É possível ter um vislumbre dessa concepção se imaginarmos nosso Criador como um grande e brilhante sol de bondade e amor, de cujo centro um infinito número de raios se lança em todas as direções, e que nós e todas as coisas das quais temos consciência somos partículas ao fim desses raios, emitidas para que possam adquirir experiência e conhecimento, mas para, no final, retornar ao grande centro. E, posto que para nós cada raio possa parecer como algo separado e distinto dos outros, na realidade ele faz parte do grande Sol que existe no centro. A separação é impossível, pois tão logo um raio de luz seja destacado de sua fonte, ele deixa de existir. Dessa forma, temos uma pequena noção do que significa essa impossibilidade de separação e, ainda que cada raio possa ter a sua individualidade, ele, apesar disso, faz parte do grande centro gerador de forças. Assim, qualquer ação contra nós próprios ou contra uma outra pessoa afeta o conjunto porque, causando imperfeição numa parte, isso se reflete no todo, do qual toda partícula deve chegar finalmente à perfeição.

Dr Edward Bach

Os remédios florais do Dr. Bach – Ed. Pensamento

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